Assim diz o Senhor: Ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para as vossas almas. Mas eles disseram: Não andaremos nele. Jr. 6:16

"Estou crucificado com Cristo" "Ich bin Mit Cruscificado Christus" "Yo estoy crucificado con Cristo" "Ik ben gekruisigd met Christus" "Я являюсь распят со Христом" キリストと共に十字架につけられています。Je suis crucifié avec le Christ 我是與基督釘在十字架上 אני ונצלב עם המשיח

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

APERFEIÇOADOS PELAS AFLIÇÕES

Equipe Águas Vivas : www.aguasvivas.ws
Publicação: 28/07/2010

“Em meio a dor é gerado temor e compaixão”

“Porque convinha que aquele por cuja causa são todas as coisas … que tendo que levar muitos filhos à glória, aperfeiçoasse pelas aflições o autor da salvação deles” (Heb. 2:10).
Segundo C. S. Lewis, a dor em si mesmo nem sempre tem valor espiritual, ou produz efeitos espirituais. Mas há algo colateral a dor que sempre se converte em uma verdadeira ajuda para o que sofre: trata-se do temor e da compaixão. Eles ampliam o espectro da mera dor.
Com efeito, o temor e a compaixão nos ajudam mais que a dor mesmo, em nosso retorno à obediência e ao amor. Todos experimentamos o efeito da compaixão, que nos torna mais fácil amar o não amável, quer dizer, amar aos seres humanos não porque nos sejam agradáveis, mas sim porque é nosso irmão ou nosso próximo. E não só isso, porque o sofrimento produz o mesmo bom efeito –a compaixão– também nos observadores.
Por outro lado, todos aprendemos os benefícios do temor durante os períodos de crise. A crise chega em um momento em que a nossa vida se desviava no meio da vaidade e da apatia. De repente, uma súbita dor no estômago ameaça com uma enfermidade grave, ou o anúncio do jornal ameaça a todos com a destruição. E então se desmorona todo esse castelo de cartas.
No começo nos sentimos afligidos, e todas as nossas pequenas alegrias parecem brinquedos quebrados. Em seguida, pouco a pouco, recordamos que o propósito nunca foi que todos esses brinquedos se apropriassem de nossa alma, que nosso verdadeiro bem está em outro mundo. E tiramos os nossos olhos desses brinquedos quebrados e olhamos para o nosso único tesouro verdadeiro: Cristo. E quem sabe, mediante a graça de Deus, convertemo-nos em criaturas dependentes de Deus. Mas logo que desaparece a ameaça, nossa natureza retorna rapidamente aos brinquedos. Inclusive nos atrevemos a expulsar de nossa mente a única coisa que nos sustentou diante da ameaça, porque a associamos com as penúrias desses poucos dias.

Assim, a terrível necessidade de tribulação se faz muito evidente. Deus me teve próximo por apenas quarenta e oito horas, e isso unicamente porque me tirou todo o resto. Mas, basta que cesse a dor, e me volto a comportar como um filhote quando terminou o seu odioso banho: sacudo-me até ficar o mais seco possível, e corro para recuperar minha cômoda sujeira no montão de lama mais próximo.
Tal é a razão porque as tribulações não podem acabar até que Deus nos veja refeitos, ou veja que não há nenhuma esperança de que nos recuperemos.

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