Assim diz o Senhor: Ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para as vossas almas. Mas eles disseram: Não andaremos nele. Jr. 6:16

"Estou crucificado com Cristo" "Ich bin Mit Cruscificado Christus" "Yo estoy crucificado con Cristo" "Ik ben gekruisigd met Christus" "Я являюсь распят со Христом" キリストと共に十字架につけられています。Je suis crucifié avec le Christ 我是與基督釘在十字架上 אני ונצלב עם המשיח

terça-feira, 19 de abril de 2011

O Movimento das Nações e o Fim dos Tempos

Esses últimos tempos algumas nações estão em polvorosa. Quem imaginaria que o mundo árabe outrora tranqüilo e passivo fosse se rebelar contra seus governantes? Começando pelo norte da África, Jordânia e chegando até a Síria as nações estão em ebulição contra seus governos. Este movimento das nações faz parte do relógio de Deus e do cumprimento das sagradas Escrituras.

O movimento das nações e as mudanças econômicas.
Estudando-se a história das nações percebe-se um movimento no tabuleiro das mudanças econômicas. Bem próximo de nossa geração – final do século XIX e início do século XX a Inglaterra dominava o cenário econômico mundial. O império britânico estendeu seu domínio por todo o mundo, implantando estradas de ferro na África, Ásia e na América do Sul. Por questões econômicas provocava guerra entre países, a fim de dominar a região.
Depois, o domínio econômico inglês que era feito através das empresas de eletricidade, telefonia e estradas de ferro moveu-se no tabuleiro indo parar na América do Norte. Hoje, os grandes investidores em telefonia vêm da Espanha e da Itália e o sistema financeiro outrora fortemente amarrado nas mãos de ingleses e americanos também mudou de mãos no tabuleiro mundial.
As peças do tabuleiro econômico movem-se para a China e para países do Oriente como Malásia e Singapura. O Brasil está se tornando uma peça importante nesse movimento das nações. São as mudanças econômicas que têm de ser observadas por todos quantos se interessam pelo fim dos tempos, com isso, milhares de pessoas imigram para esses países levados pelas empresas para levantar as fábricas, o que significa uma maior integração entre os povos, com chineses, japoneses, americanos, ingleses, espanhóis, brasileiros e malásios casando-se entre si e formando uma nova comunidade de povos. Esse processo alcançou o Brasil e para cá veio gente de muitas nações. As empresas aqui se instalaram e trouxeram profissionais de outros países.
Vem desaparecendo a idéia de nacionalismo. Poucas são as nações que ainda acreditam no nacionalismo, de resto, o mundo todo é agora uma grande terra onde todos têm direito de produzir, comprar e vender. Nações que ficam fora do eixo econômico, como Cuba e Venezuela onde o totalitarismo impede a globalização, se ressentirão no futuro. E esta globalização indica que o tempo do fim está próximo.
As várias globalizações.
O mundo experimentou várias globalizações. A primeira delas aconteceu por ocasião da edificação da Torre de Babel, quando os povos se constituíam num só povo, e se reuniram para dominar o mundo; uma globalização pequena, na verdade, se comparada com a globalização do tempo de Assuero, na Babilônia que dominava sobre 127 países (Ester 1.1.). Aquela globalização aumentou com a chegada do império grego, quando Alexandre conquistou todas as nações da terra, exceção da China. Depois veio o império romano que dominou o mundo da época; império que preparou o terreno para a vinda de Jesus a terra. E novamente haverá uma globalização maior, mais surpreendente que pavimentará o caminho para o surgimento de um governo mundial e depois o retorno de Jesus Cristo.
A mesma globalização que havia no império romano quando Jesus veio a terra volta a ser preparada nos dias de hoje. Roma preparou o caminho, integrando as nações sob seu domínio, construindo estradas e portos, permitindo o comércio entre as nações. Quando Jesus nasceu o terreno estava preparado. Os cidadãos romanos viajavam por todos os países da época com um único passaporte, cruzando e negociando nos países do império. Aos judeus era permitido, como a todos os povos do império, deslocar-se de um país a outro, chegando a Jerusalém para as grandes festas judaicas.
Hoje, este caminho vem sendo preparado com as novas rodovias, não as que cortam montes e vales, mas asinfovias que ligam pelo ar todas as nações do mundo, o que quer dizer que uma notícia e um comunicado chegam em tempo real a qualquer parte do mundo. O terreno para o regresso de Jesus vem sistematicamente sendo preparado pelas nações da terra. Hoje o mundo se comunica, praticamente em um só idioma, o inglês e comercializa seus produtos sob um único sistema comercial controlado pelas Nações Unidas.
A mão de obra da Índia é mais barata que a dos Estados Unidos, só para citar um exemplo. O serviço de computação de dados bancários americanos é feito na Índia. Enquanto os americanos dormem, os indianos trabalham; o que custaria 3 mil dólares por mês sai por 100 dólares mensais a um trabalhador indiano. Neste sentido pode-se afirmar que caíram as fronteiras de trabalho, aumentando também a competição entre as nações.
Mudanças políticas.
Juntamente com este movimento no tabuleiro das nações, vieram também as mudanças na política mundial. Quem tem mais, manda. Quem mais produz, domina. E assim a China e várias nações do Oriente estão dominando o mundo com o comércio de seus produtos e com a elevação de seus líderes na política mundial. Os últimos secretários da Organização das Nações Unidas foram de países do Oriente. Hoje o poderio dos Estados Unidos respeita as demais nações, isto é, a nação do norte já não mais domina o cenário mundial, porque existem os países do Oriente, da Europa, como a Alemanha e da América do Sul, como o Brasil exercem grande peso no tabuleiro das nações.
Neste movimento das nações percebe-se que as fronteiras estão sendo derrubadas. A Europa criou o Mercado Comum Europeu, em que uma só moeda, um só passaporte, e uma só política formaram um bloco comercial difícil de ser derrotado. Assim, operando em bloco os países poderão fazer frente às pressões de outras nações com um peso maior nas decisões das Nações Unidas. Este bloco europeu começou faz mais de cinqüenta anos, e, ao que parece Dalí sairá o pequeno chifre que se erguerá e dominará com poder, conforme profetizou Daniel. Não se trata necessariamente de 10 nações, como pregavam alguns; tais pregadores se desiludiram quando perceberam que dobrou o número de países que fazem parte do Mercado Comum Europeu. Trata-se de um conglomerado de nações, no sentido estrito da palavra. Nações na Bíblia têm a ver com etnia, isto é, povos. Uma etnia é um povo ou nação. Assim, serão dez etnias o que pode ser facilmente interpretado estudando-se as raízes de cada nação e os idiomas que falam.
Assim, blocos econômicos derrubarão barreiras entre os países. O bloco latino-americano resiste em ser formado, mas em breve brasileiros e argentinos, bolivianos, colombianos, equatorianos, chilenos e peruanos – para citar apenas estes – cruzarão as fronteiras para trabalhar nos países vizinhos usando uma mesma moeda, como já acontece com a Europa.
Da mesma maneira ainda se fortalecerão os blocos americanos e os blocos dos orientais. É uma mudança às vezes gradativa, às vezes rápida como no tempo em que se jogava WAR no tabuleiro com nossos filhos.
Mudanças culturais.
Juntamente com a política, em terceiro lugar, vem a cultura. O idioma inglês vem servindo de língua entre as nações do mundo nos últimos cem anos, e breve deverá ser substituído pelo chinês nas escolas do mundo. Em muitos lugares o mandarim vem sendo ensinado nas escolas, porque o pêndulo da liderança mundial se move para o Oriente e o mandarim chinês será necessário para o comércio mundial. Percebe-se esta mudança cultural em dizeres que nem entendemos o sentido, escritos em chinês, colocados em automóveis, quadros e anúncios. Não se sabe o sentido de tais palavras, e deve-se ver tal fenômeno como sinal de que a língua chinesa começa a surgir no cenário mundial como parte de uma cultura que haverá de aumentar significativamente.
Mudanças religiosas.
As religiões, aproveitando-se da globalização e da era da Internet começaram a cruzar as fronteiras. Assim, é possível encontrar budistas onde antes predominavam os protestantes, como no Rio Grande do Sul; muçulmanos onde antes havia católicos e assim por diante. Os povos do Oeste passaram a adotar as religiões do Leste, e as do Leste também começaram a aceitar o cristianismo. Não restam dúvidas de que a grande batalha se dará entre o Islã e o cristianismo – uma lástima. E é possível que no auge desta batalha em que o Islã lutará contra os cristãos, se levantará o homem da paz que fará a negociação, sendo então aceito por ambas as partes. O Islã em poucos anos dominará o cenário religioso mundial. Quem viver, verá.
Aqui no ocidente a mídia tem contribuído bastante para que as religiões orientais comecem, aos poucos, a ocupar o lugar do cristianismo devido a aura mística que envolve as práticas daquelas religiões. Ou, sempre que a mídia trata da fé procura mostrar como fé o que não é verdadeiro, desprezando a verdade. É o que chamo de uma nova era mística.
Existem hoje no mundo três blocos distintos. O da economia mantido pelas atuais nações; o bloco Rússia e China que dominarão cenário econômico e o bloco religioso islâmico que tentará sufocar a inspiração cristã nas nações do mundo.
Antes do retorno do Senhor terá que se cumprir a profecia de Jesus: “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (Mt 24.14). A pergunta que se deve fazer é se o evangelho que estamos pregando é o evangelho do reino ou um evangelho que os evangélicos criaram para satisfação das pessoas?
Assim, consigno o leitor a ficar atento às mudanças no cenário espiritual, político, comercial e cultural do mundo. Neste tabuleiro das nações as peças estão se movendo até ser dado o “cheque-mate” às nações para que o Rei estabeleça seu governo na terra.
Postado pelo Pastor João A. de Souza Filho em 02/04/2011
Adaptado pelo Pr. J. Fábio Scofield em 04/04/2011

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