Assim diz o Senhor: Ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para as vossas almas. Mas eles disseram: Não andaremos nele. Jr. 6:16

"Estou crucificado com Cristo" "Ich bin Mit Cruscificado Christus" "Yo estoy crucificado con Cristo" "Ik ben gekruisigd met Christus" "Я являюсь распят со Христом" キリストと共に十字架につけられています。Je suis crucifié avec le Christ 我是與基督釘在十字架上 אני ונצלב עם המשיח

domingo, 21 de agosto de 2011

A eficácia do testemunho cristão

“[…] e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda Judeia e Samaria e até aos confins da terra.” (At 1.8).

O testemunho de Jerusalém (cap. 2) apresenta, em miniatura, o ministério mundial de Deus: os ‘judeus… de todas as nações’ (2.5) que ouviram e creram carregaram a mensagem para bem longe. No resto de Atos, o evangelho se espalha à Jerusalém, à Judeia e Samaria, à Antioquia da Síria e aos confins da terra[1].

Cinco referências do Novo Testamento, Jesus incumbe diretamente seus discípulos a ir e pregar o evangelho a todo o mundo.

I. O CRISTÃO COMO SAL DA TERRA

1. A função de preservar. Cristo identifica seus discípulos como o ‘sal da terra’. Precisamos saber qual é a função do cristão como sal da terra. Para isso é importante atentarmos para o valor e a função do sal. O termo sal vem do grego hals, halos, que tanto significam sal como mar. O valor primário do sal não estava em seu uso como condimento, mas na sua capacidade de preservar. Era utilizado para conservar carnes sem que estas apodrecessem e também, para dar sabor aos alimentos. Estas são as duas principais funções do sal: preservar e dar sabor.

“Ao ser recolhido da região do Mar Morto, uma parte do sal era boa para salgar e cozinhar, mas a outra havia perdido o seu sabor. Esse sal, porém, não era jogado fora. Eles o guardavam no templo de Jerusalém e quando as chuvas de inverno tornavam escorregadios os pátios de mármore, o sal era espalhado pelo chão para reduzir o perigo de quedas. Portanto, o sal que perdeu o sabor é pisado pelos homens”[2]. O sal, que difere do material ao qual é aplicado, mesmo em pequenas quantidades, permite que a matéria salgada seja preservada. O crente difere de todas as outras criaturas humanas.

Nós somos tão diferentes daqueles não regenerados quanto Jesus era da sociedade de seu tempo. Os padrões morais atuais não se coadunam com o padrão do Evangelho.

2. A função de temperar. Além de preservar, o sal tem a função de prover sabor. O mundo sem a mensagem do evangelho tornaria a vida insípida. O crente é chamado por Cristo de sal da terra porque ele tem a responsabilidade de transmitir sabor ao mundo. Assim como o sal tem a função de dar sabor aos alimentos em que é colocado, o crente tem a responsabilidade cristã de salgar (dá sabor) o mundo com a sua conduta. Como podemos transmitir sabor ao mundo com a nossa conduta? Evidenciando em nossa vida prática o caráter das bem aventuranças. Note que, para preservar, o sal é usado em grandes quantidades, enquanto que, para dar sabor seu uso deve ser equilibrado, racional, para não se tornar prejudicial à saúde. O organismo pode começar a ficar doente quando se ultrapassa a quantidade diária recomendada (3g); consumido de forma desequilibrada, há certamente conseqüências nefastas. Para temperar, o crente deve:

- Manifestar sua tristeza e ódio pelo pecado: não ria de piadas e músicas sujas, nem se deleite nos programas imorais da televisão; abomine os pecados que parecem ser normais para o mundo: homossexualismo, suborno, vingança, prostituição, etc.;

- Agir com mansidão no seu relacionamento com Deus e o próximo: confiança em Deus na adversidade, nenhum desejo de vingança diante das injustiças, disposição para perdoar;

- Buscar a paz em todos os seus relacionamentos: paz na igreja, no lar e na comunidade;

- Praticar a misericórdia para com todos: fazer o bem a todos num mundo egoísta para mostrar o amor de Cristo que é derramado sobre nós;

- Mostrar que é puro de coração por meio de sua honestidade e fidelidade: no casamento, no trabalho. (Ver Tg 2.14-26; Lc 7.31-35).

3. Preservando e temperando o mundo. Essa função de sal é outorgada ao crente individualmente, não à Igreja enquanto coletividade. Não é para a Igreja ser, é para os membros da Igreja, na sua individualidade, serem. A responsabilidade do crente em salgar e preservar não pode ser descuidada. Quando, pela graça de Deus, praticamos o ensino de Cristo nas bem aventuranças, estamos transmitindo ao mundo corrompido o sabor do evangelho de Cristo. A única saída para esta sociedade desprovida da glória de Deus (Rm 3.23) é o sal do evangelho de Cristo. O sal tem a característica de preservar os alimentos de sua corrupção. Da mesma forma, a conduta cristã é útil para refrear a corrupção do mundo. Somente o crente fiel pode transmitir sabor ao mundo. Que responsabilidade temos diante do Senhor. Ele quer nos usar como seus instrumentos para tornar seu evangelho conhecido no mundo e salvar outros pecadores. Por meio do testemunho pessoal dos membros do Corpo de Cristo, o Senhor está chamando pecadores do mundo corrompido para desfrutar das bênçãos do seu Reino. Que Deus nos ajude a transmitir o sabor do evangelho de Cristo com a nossa conduta para a glória do seu nome e o crescimento do seu Reino. De fato o mundo é corrupto e continuará sendo até o dia da volta de Cristo. Não é por causa de nossa boa conduta que o mundo vai deixar de ser corrupto. Porém, o mundo seria muito pior sem a presença influenciadora dos crentes fiéis através de suas orações e conduta. O Senhor nos chama a agir positivamente como o sal da terra.

II. O CRISTÃO COMO LUZ DO MUNDO

  1. A luz. A primeira coisa criada por Deus foi a luz. O uso do termo luz (Gr fôs) é antitético ao termo trevas (Gr skotia), mas sua conceituação pode nos auxiliar a compreender o caráter de Deus. Em geral, o termo luz na teologia desenvolvida na literatura joanina apresenta a Cristo (Jo.8.12; 9.5; 12.36, 46) como verdadeira luz (Jo 1.9) enviado da parte de Deus (Jo 3.19; 12.46) e foi testificada pelos apóstolos (Jo 1.7, 8; cf 1Jo 1.1-3).

  2. O ‘Pai das luzes’. Em última análise, Deus é o autor da luz. Como luz, Deus revela a si mesmo em sua perfeita santidade e majestade. Deus é o padrão de Santidade, pois Ele é Luz e está na luz. Posicionalmente significa que não existe alguém (fora da Trindade) que se equipare a Ele em termos de Santidade. Ele não tem treva alguma em seu Ser, Ele é plenamente santo em todos os aspectos. Praticamente significa que tudo o que faz é permeado por sua Santidade, sendo que não faz nada antagônico à sua posição de santidade. Suas obras são obras de verdade, amor e claridade, pois sabe o que faz e para onde vai.

  3. A manifestação da luz pelas boas obras. A comunhão com esse Deus exige santidade. Assim, qualquer forma de treva (prática isolada ou modo de vida) acarreta na impossibilidade de relacionamento entre o homem e Deus. É por essa razão que faz-se tão necessário o perdão Dele após conversão. O resultado da comunhão com Deus é a comunhão com os irmãos. “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus” (Mt 5.16). É comum o pensamento de que Deus nos colocou neste mundo para termos uma vida cristã piedosa e diferente, de obediência e temor ao Senhor, lendo e meditando na sua Palavra, participando na vida da igreja, sendo testemunhas suas de coisas maravilhosas que Ele operou nas nossas vidas, etc., e isso é verdade, mas a vida cristã não pode ficar limitada apenas a isso! O texto de Mt 5.16 apresenta-nos uma nova e bem mais ampla visão do que é esperado dos crentes: Nós precisamos ser luz na terra, a fim de que as pessoas saiam de imediato das trevas e venham para a luz. A luz traz discernimento apropriado, decisões corretas, leva-nos ao encontro do Pai, identifica de forma objetiva o inimigo e suas más intenções.

III. O TESTEMUNHO DO CRENTE

  1. No campo missionário. Em 2ts 1.10, a frase ‘o nosso testemunho não foi crido entre vós’, se refere ao fato de que os missionários, além de proclamar as verdades do Evangelho, tinham prestado testemunho ao poder dessas verdades.

  2. Em sua comunidade. As vezes parece assustador quando nos deparamos com passagens como Tg 4.17 “Aquele, pois, que sabe fazer o bem e o não faz comete pecado”. Sim, assustador pois, o pecado não é apenas fazer o que é errado; também é falhar passivamente naquilo que Deus quer que façamos de bom. Pecados da negligência e da omissão.

  3. 3. Na igreja local. Nosso testemunho na igreja local pode ser percebido através do relacionamento travado com os demais membros da congregação. Através do livro de Atos, bem como outros trechos do Novo Testamento, tomamos conhecimento das normas ou dos padrões estabelecidos para uma igreja neo-testamentária. Antes de tudo, a igreja é o agrupamento de pessoas em congregações locais e unidas pelo Espírito Santo, que diligentemente buscam um relacionamento pessoal, fiel e leal com Deus e com Jesus Cristo (Rm 16.3,4; 1Co 16.19; 2 Co 11.28; Hb 11.6).

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