Assim diz o Senhor: Ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para as vossas almas. Mas eles disseram: Não andaremos nele. Jr. 6:16

"Estou crucificado com Cristo" "Ich bin Mit Cruscificado Christus" "Yo estoy crucificado con Cristo" "Ik ben gekruisigd met Christus" "Я являюсь распят со Христом" キリストと共に十字架につけられています。Je suis crucifié avec le Christ 我是與基督釘在十字架上 אני ונצלב עם המשיח

domingo, 11 de setembro de 2011

“O Exército Cristão é o único que não se preocupa com seus soldados feridos”

Esse assunto considero de tamanha importância que fiz uma versão para o blog.


Quando ouço esta frase, fico pensando: será verdade? Ou temos nos compadecido e olhado para trás, restaurando nossos irmãos caídos?
Há centenas de anos, o exército romano se destacou por suas conquistas. Venceu os adversários, ultrapassou muralhas e massacrou seus opositores. Apesar da superioridade desse exército e sua obsessão por vitórias, alguns dos seus soldados eram atingidos pêlos adversários. Então surgia a pergunta: “O que fazer com esses homens mutilados?”. Como a sede de conquistas era insaciável, não havia tempo para cuidar dos imprestáveis feridos. Tornava-se necessário sacrificá-los. Precisavam deixá-los para trás e avançar destemidamente rumo ao alvo principal. Adotavam essa estratégia. O Importante para eles não era o valor individual de seus homens, mas a gloria da realização.
A Bíblia conta uma história, com procedimentos semelhantes, que aconteceu no tempo do rei Davi (I Sm. 30:1-20) certa ocasião, quando ele saiu com seu exército, vieram os amalequitas contra seus filhos e mulheres e os levaram cativos. Ao retornarem verificaram entristecidos a grande perda que haviam sofrido e choraram amargamente. Davi, porém, se reanimou no Senhor seu Deus e orou perguntando-lhe: “Perseguirei eu o bando? alcançá-lo-ei ? respondeu o Senhor: Persegue-o, porque de fato o alcançaras. "
 Com confiança em Deus, ele partiu com seiscentos homens, não possuíam pistas, estavam cansados, e quando tudo estava perdido, encontraram no caminho um egípcio e o trouxeram a Davi. O “Homem estava doente, faminto e sedento, Davi perguntou-lhe: “Quem és tu e de onde vem” ele sem demora, respondeu:” sou servo amalequita, e meu senhor me deixou aqui, porque adoeci há três dias. “I Sm. 30:13.
Pelo visto, a filosofia daquele amalequita era bem semelhante à romana. Enquanto o servo estava produzindo, trabalhando e lutando, fora valorizado. No versículo 14 ele conta o quanto era forte antes de adoecer “Nós demos com ímpeto contra a banda do sul dos queretitas , contra o território de Judá e contra a banda do sul de Calebe e pusemos fogo em Ziclague. " Ao usar a expressão " nós " ele estava dizendo: " Eu participei da batalha " ou " Eu fui um dos soldados dessa luta ". Mas bastou adoecer e perder o vigor deixou de Ter serventia e foi abandonado para que morresse pelo caminho.
Mesmo sabendo que aquele egípcio participara do ataque, que era adversário, Davi não o sacrificou. Sabia do valor que existia em uma única pessoa. Pelo contrário, deu-lhe de comer e beber, pois já estava abandonado havia três dias. Vendo aquele homem que alguém estava-lhe dando importância, recobrou o vigor e a vontade. Então, um indivíduo antes descartável, uma vez restaurado e valorizado, transformou-se num trunfo de grande livramento. Davi soube utilizar o inaproveitável e através dele conseguiu localizar seus adversários e resgatar todos os cativos ainda com vida.
Quantos em nossos dias fazem o mesmo que os amalequitas fizeram, deixam para trás diáconos, presbíteros, evangelistas, obreiros, etc..., sabem que estão passando por maus momentos, sabem que estão com problemas, sabem que a angustia lhes corrói a alma, mesmo assim estão ocupados demais para voltar atrás e cuidar dos feridos, se esquece da parábola da ovelha perdida, que devem deixar as noventa e nove e cuidar somente de uma se for preciso, esquecem o quanto tempo o pastor das cem ovelhas levou para buscar somente uma, o peso de carrega-la nos ombros, pois uma ovelha carregada nos ombros por uns vinte quilômetros se torna mais pesada umas dez vezes, porém se há um chamado de pastor, é necessário deixar as noventa e nove e cuidar da ferida e desgarrada.
Quando Pedro negou a Jesus três vezes, como ficou seus sentimentos, será que ainda se considerava um apostolo, será que ainda se considerava um soldado do mestre, ou o sentimento de culpa lhe invadiu a alma, e satanás não aproveitou a oportunidade para acusá-lo dia e noite, mas o que o fez voltar, e permanecer junto dos demais discípulos, em Marcos 16:7, encontramos as palavras do anjo que diz: “Mas ide e dizei aos discípulos e a Pedro”, isto porque o mesmo estava tomado por sentimentos de culpa, sua alma o condenava não se considerava mais um discípulo do Senhor, mas o bom Pastor, o verdadeiro Pastor do Salmo 23, que Davi conhecia tão bem, não era como os amalequitas, que abandona seus soldados feridos, o Senhor Jesus sabia dos sentimentos de Pedro, e deu ordens ao anjo para pronunciar a Pedro de forma diferenciada dos demais apóstolos, para que soubesse que seu mestre ainda contava com ele, ele ainda era importante ao seu Deus, e assim Pedro pode ser a grande coluna da igreja primitiva, pois o nosso bom pastor sabe cuidar com perfeição dos soldados feridos.
Faça como Jesus, transforme um soldado ferido na principal coluna de seu ministério.

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