Assim diz o Senhor: Ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para as vossas almas. Mas eles disseram: Não andaremos nele. Jr. 6:16

"Estou crucificado com Cristo" "Ich bin Mit Cruscificado Christus" "Yo estoy crucificado con Cristo" "Ik ben gekruisigd met Christus" "Я являюсь распят со Христом" キリストと共に十字架につけられています。Je suis crucifié avec le Christ 我是與基督釘在十字架上 אני ונצלב עם המשיח

domingo, 9 de outubro de 2011

A função dos presbíteros e dos diáconos na igreja

O presbítero, hoje, na denominação tornou-se uma função que dá acesso a cargos mais “elevados”, como o de evangelista e pastor. Mas, biblicamente não existe este cargo “superior”. Em lugar algum das Escrituras uma função é maior que a outra. Existem diferenças no trabalho, mas o Espírito é o mesmo (1 Co 12.11).
I. O presbítero no NT é a continuidade da figura do ancião que julgava à porta da cidade.
Os anciãos se reuniam na porta da cidade para presidir as questões difíceis da cidade e problemas entre os moradores (Rt 4.1-2; Ex 24.1; Nm 11.25; Jz 11.1).
Os anciãos escolheram a Davi, rei de Israel em Hebrom (1 Cr 11.3).
Os anciãos aconselharam a Reoboão, filho de Salomão, mas este não os ouviu e o reino foi dividido (2 Cr 10.8-13).
Provérbios 31.23 fala do esposo virtuoso que se assenta entre os anciãos da cidade.
Era algo cultural no AT não só entre os hebreus, mas nas demais nações que os anciãos zelassem pelos assuntos da cidade. Sempre que uma questão tinha de ser debatida e resolvida era levada aos anciãos que se assentavam à porta da cidade.
A) Os apóstolos, seguindo a tradição e cultura daqueles dias estabeleceram anciãos ou presbíteros para cuidar dos assuntos da igreja, a nova nação espiritual de Deus.
Duas coisas da cultura daqueles dias foram adotadas pela igreja: A forma de reuniões, que seguiu a cultura das sinagogas e o estabelecimento de anciãos ou presbíteros. Em cada sinagoga e em cada cidade havia os anciãos ou presbíteros que cuidavam das questões e problemas da população.
1. Definindo ancião e presbítero. A palavra ancião é a tradução de presbuterov “presbuteros” do grego. Algumas versões usam a palavra ancião e outras presbítero para falar do mesmo encargo.
2. No NT o presbítero não era um cargo ou uma “escada” para galgar um cargo mais elevado, como de evangelista e pastor. Este conceito adotado por algumas denominações não é bíblico e tem gerado muitos “presbíteros” nominais, isto é, têm nome de presbítero, mas não exerce a função presbiterial.
3. Na igreja do Novo Testamento havia dois cargos ou posições de governo: Presbíteros e diáconos. Tudo indica que os diáconos eram auxiliares dos presbíteros na execução da obra de Deus. No NT o diácono é função de serviço ou ministério e não um título para quem cuida da portaria ou de questões sociais.
II. Presbítero. Um cargo de governo. Os demais títulos funções ministeriais.
A) Examinando o presbítero à luz de Atos 20.17-35.
1. Observe que Paulo chama a Trôade os presbíteros de Éfeso (v 17). Deveriam ser uns doze homens (At 19.1-7).
2. Aos presbíteros de Éfeso e de Trôade Paulo diz: “Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastoreardes a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue” (At 20.28).
Os presbíteros são também bispos e pastores. Observe as três palavras no mesmo texto. O pastoreio é a função.
3. Na igreja da localidade havia presbíteros e nunca pessoas com o título de pastores. Veja como Pedro se coloca como um presbítero local, apesar de ser apóstolo (1 Pe 5.1-4). Pedro fala que os presbíteros pastoreiam.
A) As demais funções – apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres de Efésios 4.11 são funções extra-locais, isto é são dons que Deus dá aos homens que vão além da localidade. Um profeta é profeta para toda a igreja; um apóstolo está restrito a algumas igrejas; e existem pastores que são pastores de toda a igreja independente da localidade pela autoridade que receberam do Senhor Jesus.
1. O ministério de evangelista também coopera para a edificação do corpo de Cristo (Ef 4.11) e não é restrito a uma igreja local.
2. Um presbítero é uma pessoa da localidade. Fora dali não é presbítero, porque seu cargo é de governo local. Uma pessoa pode ser um apóstolo, mas na localidade é um presbítero. Ou pode ser um apóstolo sem ser um presbítero local, mas, neste caso não tem ingerência na igreja da localidade, a não ser naquelas igrejas que ele mesmo começou.
3. Daí a ênfase de Paulo no caráter, mais que na habilidade ou dom. O estudante pode observar que o único dom que o presbítero tem de ter é o de ensinar (1 Tm 3.1-7).
4. O presbítero era “eleito” pela congregação. Note o verbo eleger (At 14.23). Mas também eram constituídos pelos apóstolos (Tt 1.5).
B) Presbíteros e diáconos trabalhavam lado a lado na localidade. Veja Filipenses 1.1.
1. O diácono não é alguém escolhido porque tem alguma coisa a ser feita; ele é reconhecido porque vem fazendo (1 Tm 3.8-13).
III. Diáconos.
A) O texto de Atos 6 trata de auxiliares. O título “instituição de diáconos” foi colocado pelos revisores. Não se trata aqui de diáconos para “fazer assistência social”, mas de auxiliares dos primeiros apóstolos (At 6.1-7).
IV. A nomenclatura não faz o ministério.
A) Uma pessoa pode ter o título que quiser, mas este não lhe dá autoridade ministerial. O que lhe dá autoridade é o serviço que presta ou executa no reino de Deus.
1. Presbítero que é presbítero está envolvido no governo local e no pastoreio de vidas.
2. Diácono que é diácono tem de se submeter ao governo local e exercer também funções espirituais, como ensinar, cuidar de vidas e não somente ser chamado para distribuir a ceia.
3. O evangelista é um dom ministerial que transcende a localidade. A pessoa pode ser um presbítero na localidade e evangelista na função extra-local.
B) Como a igreja segue uma cultura antiga é possível que haja outras nomenclaturas para o exercício ministerial, mas este é um tema controverso entre os teólogos.

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