Assim diz o Senhor: Ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para as vossas almas. Mas eles disseram: Não andaremos nele. Jr. 6:16

"Estou crucificado com Cristo" "Ich bin Mit Cruscificado Christus" "Yo estoy crucificado con Cristo" "Ik ben gekruisigd met Christus" "Я являюсь распят со Христом" キリストと共に十字架につけられています。Je suis crucifié avec le Christ 我是與基督釘在十字架上 אני ונצלב עם המשיח

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Por que estás abatida, ó minha alma?

A Palavra de Deus diz que a letra mata e o Espirito vivifica. Ou seja,  sem entrar no mérito teológico do versículo em questão, fica claro que existem coisas que matam a nossa alma – e não matam como se mata a carne, com armas, acidentes ou males do gênero. Não é preciso um pecado para destroçar nossa alma. Coisas pequenas o fazem. Nos Salmos 42 e 43 vemos três vezes as perguntas do salmista: “Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim?” Às vezes basta uma palavra mal posta. Às vezes uma mentira. Às vezes o desprezo. Às vezes uma fotografia. Às vezes a rejeição. E pronto: a alma desmorona, se abate, se perturba. Enlutece. Fica com gosto de podre na boca. Morre.
Cristãos também passam por isso.  Homens e mulheres de Deus não estão isentos de ter sua alma feita em frangalhos. O afastamento de gente querida. A decepção com um pastor. Uma canção que nos arrebenta. Qulquer razão que perfure nosso coraçãozinho frágil. Somos frágeis, temos sentimentos. Nos seminários teológicos tricotomistas nos ensinam que o espirito é nossa ligação  divina e a alma é onde moram as emoções, os sentimentos. Tanto que, onde em algumas traduções da Biblia se lê “alma”, em outras se lê “coração”. E quem mais emocional do que um cristão, um ser capaz de derramar lágrimas durante um momento de louvor a Deus somente por saber que o Criador dos céus e da terra o ama? Com todas as falhas, todos os pecados, todas as humanidades… Deus ama aquele vermezinho comedor de bolotas de porcos a ponto de ter dado sua vida por ele na cruz.
Nós, cristãos, que temos corações frágeis e sensíveis, somos passíveis de ter a alma abatida até a morte por uma frase, um gesto, um olhar, uma imagem. Fui procurado por um homem que viu apenas uma imagem que o lançou num abismo profundo: da mulher que ama em carinhos com outro, sorrindo para outro, num momento de afeto, a um centímetro de um beijo nos lábios. Sorrindo um sorriso lindo. Eles pareciam ter acabado de cantar uma canção, juntos. O tal homem ouviu apenas uma frase da canção, que foi o que o levou a ver a imagem que o rasgou. Ele ouviu a letra da música. E me disse, sem ligar para a hermenêutica: “É, Mauricio, essa letra me matou”. O pobre estava aos prantos. Sua alma era um caco. Seu coração, um cemitério. Bastou uma imagem e uma canção.
Eu lhe respondi, tentando convencer a mim mesmo de que esta verdade o ajudaria: “Mas o Espirito vivifica…”. Ele não pareceu muito convencido. Então pensei: O que fazer quando a alma se abate até a morte?
Só há uma resposta: chorar no colo de Cristo.
Pois a continuação dos mesmos três versículos de Salmos responde as perguntas do salmista: “Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu. Sinto abatida dentro de mim a minha alma; lembro-me, portanto, de ti”. Para uma alma abatida e perturbada que viu seu amor com outro, só havia uma solução: lembrar-se do Senhor. Que é refugio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. Que nos diz para lançar sobre Ele todas as nossas ansiedades, porque Ele tem cuidado de nós. Jesus é a luz que mostra o caminho no vale da sombra da morte. Quando você olha em volta, se vê em queda livre e não tem onde se agarrar, lembre-se sempre que Jesus está contigo.
Orei com esse homem. Não senti paz em sua alma, em seu coração – pois nem sempre Deus nos dá o refrigério na hora exata em que queremos, às vezes é preciso viver o luto. Deus tem suas estranhas razões. Mas senti que aquele homem em frangalhos, aquele pedaço de carne ambulante de alma murcha, se lembrou do único que poderia vivificar novamente a alegria de seu coração e amainar a dor que devorava suas entranhas: Jesus de Nazaré.
Você, amado que me lê, eventualmente terá a alma abatida por algo. Se é que não está abatida agora. Uma situação qualquer, uma doença, um falecimento, um amor que partiu. Solidão. Uma imagem. Uma foto. A letra de uma canção. Nessa hora… espere. Espere em Deus, pois Ele é seu auxílio, sua ajuda, seu colo e ombro. Se tua alma está abatida dentro de si, lembre-se que, para além da dor, está a Verdade. E a Verdade vos libertará – da morte, do abatimento, do sofrimento, da dura realidade. Das imagens e canções que matam. Até  que um dia, por um milagre, uma intervenção divina, você reencontre a paz perdida.
Mais do que nunca, desejo paz. 
Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe seu comentário aqui!

Pages