Assim diz o Senhor: Ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para as vossas almas. Mas eles disseram: Não andaremos nele. Jr. 6:16

"Estou crucificado com Cristo" "Ich bin Mit Cruscificado Christus" "Yo estoy crucificado con Cristo" "Ik ben gekruisigd met Christus" "Я являюсь распят со Христом" キリストと共に十字架につけられています。Je suis crucifié avec le Christ 我是與基督釘在十字架上 אני ונצלב עם המשיח

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Ao Senhor (e só a Ele) pertence a Salvação! (Jonas 2.9)

Por Leonardo Gonçalves

Nenhuma afirmação doutrinária pode ser mais ignorante do que aquela que diz existirem condições para a Salvação. Ora, se é por graça, que condição pode haver? Será que teremos que ser santos antes mesmo de sermos salvos? Seriam as boas obras a condição da salvação ou o efeito da mesma? Será que retrocedemos à era medieval e as heresias do romanismo estão novamente invadindo a igreja protestante?
Insisto, qual a condição para a salvação? Se alguém disser: “É a fé!”, devo lembrá-lo que também a fé é um dom de Deus. A fé não é a condição da salvação, mas o meio pelo qual ela é aplicada a nós. Se alguém disser: “Mas tem que abrir o coração”, devo lembrá-lo que foi Deus quem abriu o coração de Lídia (Atos 16.14). Se disserem: “É o arrependimento!”, ousemos perguntar: Pode um homem morto se arrepender? (Ef 2.1). De fato, pode um homem morto dar qualquer passo em direção a Deus?
Outros dirão: “A salvação é dos que buscam!”. Acaso esquecem que “Não há quem entenda, não há quem busque a Deus”? (Rm 3.11). E se disserem: A salvação é obtida pela justiça humana, respondamos uníssonos: “não há justo, nem um sequer” (Rm 3.10). Como dizia o grande pregador batista Charles Haddon Spurgeon: “Se nossas justiças são como trapos imundos diante da santidade de Deus, imagine nossas injustiças!”.
E desde os tempos de Pelágio, muitos afirmam: “Mas o homem é um ser dotado de vontade, portanto pode escolher a Deus por si mesmo”. Mentira das mentiras! Embora o homem seja dotado de vontade, essa vontade foi, por causa da queda, sujeita a vaidade. Sua natureza é caída, e embora o homem seja – de fato – livre para escolher conforme a sua vontade, a vontade do homem sem Cristo sempre será má (Is 1.6, Sl 52.3, Jo 8.44, Ef 1.17-18 e Jr 7.24). Por isso, o homem é incapaz de escolher a Deus por si.
Ninguém nasce de novo da sua própria vontade (João 1.13). Somente o Espírito de Deus pode conduzir o coração do homem a escolher da maneira correta! Deus mesmo é quem escolhe e atrai para si.
Disso, segue-se que nenhuma coisa intrínseca ao próprio homem pode salva-lo. A regeneração do homem (a qual precede a fé) é obra gratuita de Deus, e atribuir tão grande salvação ao arbítrio humano, às obras ou a sua justiça própria, além de constituir uma heresia horripilante, também furta a glória daquele que chama soberanamente.


Soli Deo Gloria
Leonardo Gonçalves é editor do Púlpito Cristão

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