Assim diz o Senhor: Ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para as vossas almas. Mas eles disseram: Não andaremos nele. Jr. 6:16

"Estou crucificado com Cristo" "Ich bin Mit Cruscificado Christus" "Yo estoy crucificado con Cristo" "Ik ben gekruisigd met Christus" "Я являюсь распят со Христом" キリストと共に十字架につけられています。Je suis crucifié avec le Christ 我是與基督釘在十字架上 אני ונצלב עם המשיח

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Voltando para a Palavra

Para voltar para a Palavra terá que voltar para as Escrituras
A primeira coisa que é necessário estabelecer na hora de falar de voltar para a Palavra, é que para voltar para a Palavra terá que voltar para as Escrituras. Efetivamente, a Palavra está contida nas Escrituras. Elas são o registro inspirado da Palavra. As Escrituras são, pois, o objetivo e absoluto referente, divinamente garantidas, da bendita e viva Palavra de Deus.
Hoje em dia, quando a igreja se move em meio a tantas e variadas ênfases, e todos eles apresentados como "a Palavra", necessitamos mais do que nunca, revisar, refletir e nos assegurar até que ponto esta ênfase se conformam ao estabelecido nas Escrituras. Por quê? Porque simplesmente, o que não é bíblico, não pode ser "a Palavra".
Já na época do Novo Testamento, o apóstolo Paulo reprovava os corintios: "Porque, se alguém vos pregar a outro Jesus que nós não temos pregado, ou se recebeis outro espírito que não recebestes, ou outro evangelho que não abraçastes, com razão o sofrereis" (2ª Cor. 11:4).
Aqui, Paulo não fala de ênfases, mas sim de outro Jesus, outro espírito e outro evangelho. Como podemos ver, o assunto pode ser mais grave que falar simplesmente de ênfases. Mas, qual era o Jesus verdadeiro, o espírito correto e o legítimo evangelho? Nesse tempo, não se podia ainda falar de Jesus, o espírito e o evangelho bíblicos, pela simples razão de que as Escrituras estavam recém em formação. Nessa época, o Jesus verdadeiro era o que pregavam os apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo. Por isso, o apóstolo João, falando em nome dos Doze, diz: "O que vimos e ouvimos (referindo-se a Cristo) isso vos anunciamos, para que tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão verdadeiramente é com o Pai, e com o seu Filho Jesus Cristo" (1ª Jo. 1:3).
E mais adiante, no 4:6, adiciona: "Nós somos de Deus; quem conhece a Deus, nos ouve; quem não é de Deus, não nos ouve. Nisto conhecemos o espírito da verdade e o espírito de engano". No que consistia o espírito de engano? Em não ouvir os apóstolos que tinham visto e ouvido a Jesus Cristo.
Irmãos, a igreja crê no Senhor Jesus Cristo revelado pelos apóstolos do Cordeiro. Cremos no Cristo de Mateus, de Marcos, de Lucas, de João, de Paulo. É nesse evangelho que cremos. Pois bem, esse mesmo Cristo, esse espírito e esse evangelho, estão hoje para nós registrado nas santas Escrituras. O Cristo dos apóstolos é o Cristo da Bíblia. Portanto, precisamos voltar para as Escrituras; precisamos estudá-la com seriedade e conhecê-la profundamente. Não é suficiente conhecer e pregar versículos por aqui e por ali. Pelo menos devemos olhar para o princípio hermenêutico que diz: "Um texto fora de contexto é um pretexto".
Voltar para a Palavra é voltar para Cristo
Em segundo lugar, cabe-nos perguntar: O que é voltar para a Palavra? Voltar para a Palavra é voltar para Cristo. A Palavra de Deus não é uma idéia ou um conceito como é a palavra humana; não, a Palavra de Deus é uma pessoa, nosso Senhor Jesus Cristo. Ele é a Palavra viva e eterna de Deus. "O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos, e as nossas mãos apalparam referente ao Verbo da vida (porque a vida foi manifestada, e a vimos, e testificamos, e vos anunciamos a vida eterna, a qual estava com o Pai, e nos foi manifestada)" (1ª Jo. 1:1-2). Para voltar para a Palavra então, devemos voltar para as Escrituras; mas essa Palavra é o próprio Cristo. Nas Escrituras encontraremos a Cristo, ao Cristo dos apóstolos; definitivamente, o Cristo de Deus (Luc. 9:20).
O próprio Jesus advertiu os judeus: "Vocês estudam com diligência as Escrituras porque pensam que por elas têm a vida eterna" (NVI). Mas "elas são as que dão testemunho de mim" (Jo. 5:39). Jesus declara que as Escrituras dão testemunho dele. A vida eterna não está, pois, nas próprias Escrituras, mas naquele de quem elas dão testemunho. Por isso, continuando, acrescenta: "…e não quereis vir a mim para que tenhais vida" (Jo. 5:40).
Se por acaso ainda não está claro o ponto do que estamos dizendo, observe o versículo 46: "Porque se crêsseis em Moisés, creríeis em mim , porque de mim ele escreveu". O que Jesus está afirmando? Que no Pentateuco, na Torá, Moisés escreveu dele. Você já pensou que o livro de Gênesis falava de Cristo?
Possivelmente você diz: "Eu tenho lido Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio, e nunca vi Cristo nas páginas do Pentateuco. Ali, li sobre a criação, sobre Adão, Abraão, José, mas nunca de Cristo". Mas aqui está o ponto. Alguma vez você se deu conta que a "palavra" pela qual foram criados os céus e a terra, era o próprio Cristo? (Jo.1:3). Alguma vez pensou que a semente de Abraão, a qual foram feitas as promessas, era Cristo? (Gálatas 3:16). Alguma vez viu que a cena tão dilaceradora de Abraão oferecendo em sacrifício o seu filho Isaque, era uma parábola do que, milhares de anos depois, o nosso próprio Deus faria, quando entregou o seu unigênito Filho por nós? (Heb. 11:17-19). Alguma vez percebeu que o que foi escrito sobre José, foi dito como tipo de Cristo? Alguma vez você notou que Cristo é a nossa Páscoa de Êxodo 12? E o que dizer do livro de Levítico? Que não há nenhum outro livro em toda a Bíblia que revele tão perfeita, completa e profundamente o sacrifício de Cristo na cruz, como o livro de Levítico.
Claro que o Pentateuco é história. Mas esse é só o seu sentido primário. O seu sentido pleno é o seu significado espiritual. E esse significado é Cristo Jesus. O sentido gramático-histórico das Escrituras não esgota, em nenhum caso, o significado delas. Como dissera o próprio Senhor Jesus Cristo: "Porque todos os profetas e a lei profetizaram até João" (Mat. 11:13).
Com a expressão "os profetas e a lei", o Senhor Jesus Cristo está designando todo o AT. E o que é que diz? Que todo o Antigo Testamento foi profecia. Não só algumas partes, não só os profetas, mas também toda a lei. Portanto, o Antigo Testamento não foi somente história, mas principalmente profecia.
Profecia do que? Não do que? Mas sim de quem? Do nosso bendito Senhor Jesus Cristo. Por isso, com a mesma força que afirmamos que Jesus Cristo, a sua pessoa, a sua obra e os seus ensinos, é o tema das Escrituras, afirmamos também que, em definitivo, o único intérprete das Escrituras é o Espírito Santo. Só ele pode tirar o véu na hora de lermos as Escrituras, a fim de nos encontrarmos pessoalmente com o Autor delas. Que distinto é e será considerar assim as Escrituras! A partir desta perspectiva, o Antigo Testamento é um livro atual e vigente da mesma forma que o resto das Escrituras. Amém.

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