Assim diz o Senhor: Ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para as vossas almas. Mas eles disseram: Não andaremos nele. Jr. 6:16

"Estou crucificado com Cristo" "Ich bin Mit Cruscificado Christus" "Yo estoy crucificado con Cristo" "Ik ben gekruisigd met Christus" "Я являюсь распят со Христом" キリストと共に十字架につけられています。Je suis crucifié avec le Christ 我是與基督釘在十字架上 אני ונצלב עם המשיח

domingo, 2 de outubro de 2016

OLHANDO PARA JESUS (MT 14:22-33)



João explica a pressa de Jesus em despedir a multidão e em mandar seus discípulos de volta para o barco: a multidão desejava coroar Jesus como seu Rei (João 6:14, 15). O Senhor sabia que os motivos deles não eram espirituais e que essas intenções não estavam de acordo com a vontade de Deus. Se os discípulos não houvessem partido, certamente teriam apoiado os planos da multidão.
A experiência dos discípulos na tempestade pode ser um estímulo para nós quando atravessarmos as tempestades da vida. Mesmo em meio às tribulações, podemos contar com várias certezas:

1. Ele nos trouxe aqui. A tempestade veio porque estavam dentro da vontade de Deus e não (como Jonas) fora da vontade dele. Uma vez que Jesus sabia que uma tempestade estava prestes a vir, por que os mandou deliberadamente para o meio dela? Ao ler a Bíblia, descobrimos que há dois tipos de tempestades: as que vêm para a correção, quando Deus nos disciplina, e as que vêm para o aperfeiçoamento, quando Deus nos ajuda a crescer. Jesus os havia testado numa tempestade anteriormente, quando estava no barco com eles (Mt 8:2327). Mas agora ele os testou permanecendo fora do barco. Muitos cristãos têm a ideia equivocada de que, ao obedecer à vontade de Deus, só navegarão por águas tranquilas.

2. Ele está orando por nós. Essa cena retrata, de maneira muito vívida, a Igreja e o Senhor nos dias de hoje. O povo de Deus está no mar, em meio a uma tempestade, e Jesus Cristo está no céu e "intercede por nós" (Rm 8:34). O Mestre estava vendo os discípulos e sabia da situação deles (Mc 6:48), assim como nos vê hoje e sabe de nossas necessidades. Ele sente o fardo que carregamos e sabe pelo que estamos passando (Hb 4:14-16). Jesus orou por seus discípulos para que sua fé não falhasse.

3. Ele virá até nós. Muitas vezes, temos a impressão de que Jesus nos abandonou justamente no momento mais difícil de nossa vida. Jesus sempre vem a nosso encontro durante as tempestades da vida. "Quando passares pelas águas, eu serei contigo" (Is 43:2). Talvez não chegue no momento que desejamos, pois sabe qual é o momento que mais precisamos dele. O Mestre esperou até o barco estar o mais distante possível da terra, até não haver mais nenhuma esperança do ponto de vista humano. A fim de testar a fé dos discípulos, teve de remover qualquer recurso humano que os fizesse sentir seguros.

4. Ele nos ajudará a crescer.  Esse era o propósito da tempestade: ajudar os discípulos a crescer em sua fé. Um dia, Jesus teria de deixá-los, e eles enfrentariam muitas tempestades em seus ministérios. Tinham de aprender a confiar no Senhor, mesmo que não estivesse presente e que parecesse não se importar. Devemos agora voltar nossa atenção para Pedro. Antes de criticá-lo por afundar, devemos lhe dar crédito por sua demonstração corajosa de fé, pois ele ousou ser diferente. Qualquer um é capaz de ficar sentado num barco e observar, mas é preciso uma pessoa de fé para sair do barco e andar sobre as águas. Pedro afundou porque sua fé vacilou; ele
tirou os olhos do Senhor e olhou para as circunstâncias a seu redor. "Por que duvidaste?"
(Mt 14:31), perguntou-lhe Jesus. Nesse caso, o termo duvidar tem o sentido de "mostrar-se incerto ao ter de escolher entre dois caminhos". Pedro começou com fé, mas terminou fundando, pois viu dois caminhos em vez de um. Devemos dar crédito a Pedro por perceber
que estava afundando e pedir socorro ao Senhor. Clamou quando estava "começando a fundar", não quando já estava se afogando. Alguém disse bem: "Fé não é crer apesar das evidências, mas sim obedecer apesar das consequências".

5. Ele nos ajudará até o fim. Se Jesus diz "Vem", essa palavra cumprirá o propósito segundo o qual foi proferida. Uma vez que ele é o "autor e consumador da nossa fé" (Hb 12:2), completará toda obra que começar em nós. Podemos falhar ao longo do caminho, mas, no final, Deus será bem-sucedido. Jesus e Pedro andaram sobre as águas juntos e entraram no barco.
A experiência de Pedro foi uma bênção não apenas para ele próprio, mas também para os demais discípulos.

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